Meu mundo não é como o dos outros; quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante, que nem eu mesmo compreendo. Pois estou longe de ser humano, sou antes um exaltado, com alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudades... sabe-se lá de quê.
Tento me afogar no esquecimento, mergulhar nas cinzas de meu sonho, nunca olhando para trás. Já não ouço mais as palavras amargas, nem os gemidos noturnos que toda noite me acordavam, porém, já não posso mais fugir de meus medos, por favor, salve-me daquilo que me assusta.
Carrego comigo o encanto no tempo impiedoso a dor e a mágoa que crescem dentro de mim... Oceano amargo. Eu me afogo todos os dias com a chuva negra da tristeza, limpo o sangue, são apenas dias obscuros...